Estudante que atuava como dentista é preso em Cáceres por exercício ilegal da profissão

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 Um estudante de Odontologia de 38 anos foi detido nesta quinta-feira (11) em Cáceres, a 230 quilômetros de Cuiabá, por atuar ilegalmente na área de odontologia.

A detenção ocorreu após denúncia do Conselho Regional de Odontologia de Mato Grosso (CRO), de acordo com o Fiscal, Renato Adriano de Paula Moraes, o suspeito teria prestado serviços no próprio fiscal.

Segundo o Fiscal várias denúncias davam conta que um estudante de Odontologia estaria exercendo a profissão de Cirurgião Odontológico, sem a devida permissão.

Segundo o CRO-MT, o flagrante foi feito após denúncias anônimas de moradores e dentistas daquele município.

A clínica localizada na Rua Padre Cassemiro, de propriedade de S. M. F. (52 Anos), segundo as informações de testemunhas e do fiscal, o estudante atendia normalmente na Clínica, fato negado pelo proprietário.

Segundo relatos contidos em depoimento à Polícia, o proprietário da Clínica declara que o estudante é apenas seu auxiliar na Clínica e que quando a pessoa do Fiscal se apresentou como um cliente, o mesmo se encontrava presente, acompanhado o procedimento.

Já o acusado de exercer a profissão sem a devida autorização negou em seu depoimento o fato, disse que não prestou nenhum procedimento odontológico no paciente, apesar da insistência do mesmo. Em seu depoimento o mesmo declara que o paciente disse que o seu aparelho ortodôntico estaria solto, e que disse ao mesmo que o Dentista Especialista nessa área atendia de quinze em quinze apenas, e que o seu patrão acompanhou o procedimento.

Para o Fiscal, Renato Adriano de Paula Moraes, em seu depoimento declarou que marcou a consulta com o estudante e que este teria feito orçamento e avaliação dentária, e que esse tipo de procedimento é proibido, liberado apenas ao Cirurgião Dentista.

De acordo com o Fiscal do Conselho Regional de Odontologia de Mato Grosso (CRO),  a instituição tem intensificado as fiscalizações para que falsos dentistas não consigam se manter no exercício ilegal da função.

"O Conselho tem buscado desenvolver ações de conscientização da população, dos riscos que procedimentos realizados com falsos profissionais oferecem", argumentou.
 
 
Por Joner Campos